Esse é o Goku de 2015. E esse é o Goku do remake. Parece pouca coisa, mas o primeiro episódio do remake de Dragon Ball Super muda a forma de olhar uma saga que muita gente já tinha desistido de rever. Neste artigo, a gente analisa o que melhorou, o que foi cortado e o que ainda não funciona.
Por que fizeram um remake de Dragon Ball Super?
Quando o remake foi anunciado, os fãs se dividiram em dois times. Um perguntou: para que refazer algo que já existe? O outro já estava com a pipoca na mão.
As duas reações têm fundo de verdade. O Super original ficou marcado por problemas de animação e por um Goku que, em vários momentos, não parecia o Goku. Então a necessidade existe. Mas refazer não é o mesmo que melhorar, e é isso que o episódio 1 precisa provar.
Mangá ou anime? O remake mistura os dois
A primeira coisa que chama atenção é a proposta. O remake não parece querer adaptar o mangá quadro a quadro. A ideia é misturar os dois mundos: um pouco do mangá, um pouco do anime.
Na prática, o episódio adaptou o primeiro capítulo do mangá, que é bem curto, e condensou os dois primeiros episódios do anime antigo.
Isso é um risco calculado. Quem conhece só o anime vai estranhar os cortes. Quem conhece só o mangá vai estranhar as adições. O remake agrada os dois lados pela metade, e o desafio é não agradar nenhum por inteiro.
O que foi cortado no episódio 1
Os cortes foram pesados. Saíram cenas como:
- Goten e Trunks passeando
- A ida à casa da Videl
- A viagem do Vegeta com a família ao Havaí
Na hora, parece um alívio. Mas dá para pensar duas vezes: esses momentos de cotidiano eram a alma do começo do Super, a paz do pós-Majin Buu. Se você corta o cotidiano, sobra o enredo, e o enredo sozinho é a parte mais fraca dessa saga.
A pergunta que fica é: eles cortaram enrolação ou cortaram identidade?
A nova luta mental do Goku contra Freeza, Cell e Majin Buu
A grande adição do episódio é a luta mental do Goku contra o Freeza, o Cell e o Majin Buu. Essa cena existe no mangá, mas não aparecia no anime antigo.
Os fãs foram ao delírio só com a notícia, o que mostra como a comunidade está carente de Dragon Ball bem feito. O mais interessante é que o remake não copiou a coreografia do mangá. A sequência foi reinventada e ficou melhor.
O destaque é o trecho com o Cell, com a trilha subindo e o Bills acordando ao mesmo tempo. É o momento mais bem editado do episódio. Isso levanta uma dúvida: se o remake consegue isso em uma cena, por que não faz em todas? Talvez o problema do Super nunca tenha sido falta de material, e sim de ousadia.
Visual e animação: o que melhorou
O estilo ainda é o do Yamamuro, que muita gente não curte. Mesmo assim, está melhor. O motivo é simples: contorno mais pesado nos quadros. Uma mudança mínima que altera a percepção do desenho inteiro.
Outro destaque são as imagens estáticas de flashback, com estética quase de ilustração. Dá vontade de ver o anime inteiro assim.
O Goku foi mesmo consertado?
O queixo do Goku foi ajustado, e isso é um bom sinal. Mas o que mais convence é a cena em que o Goten pergunta por que o pai continua treinando.
No anime antigo, o Goku responde de forma descontraída. No remake, a câmera fecha no rosto, a voz muda e ele fica sério ao dizer que precisa estar preparado. Parece detalhe, mas é direção: a diferença entre um personagem que só existe e um personagem que pensa.
É cedo para dizer que consertaram o Goku. Mas esse é o primeiro indício real.
O que ainda não funciona
Nem tudo é elogio:
- Abertura e encerramento: a abertura é bonita de olhar, mas a música é genérica e esquecível. O encerramento é ainda mais fraco.
- Cena do planeta restaurante: visualmente é uma cópia mais polida da versão antiga, mas o tom mudou de alegria para uma tensão leve. A cena perde a graça que tinha.
- Vegeta: a birra de sempre continua. Ficou a impressão de que consertaram a embalagem de alguns personagens, mas não o conteúdo.
Para quem é esse remake?
Aqui está o ponto que quase ninguém comenta. Muita gente avalia o remake como quem já viu tudo duas vezes, e claro que parece repetido.
Mas, para quem nunca assistiu ao Super, o episódio é uma porta de entrada mais limpa: menos enrolação, visual mais forte, ritmo mais direto. A pergunta certa talvez não seja se o remake é bom para os veteranos, e sim se é bom para a próxima geração.
Para o veterano, o risco é a sensação de repetição. Para quem chega agora, o risco é perder a identidade leve que o Super tinha. O remake precisa equilibrar os dois, e isso só será respondido nas sagas mais fortes, como a do torneio contra o Universo 6.
Nossa nota para o episódio 1
O remake melhorou o visual, cortou enrolação, acertou na luta mental e dá sinais de que o Goku pode estar sendo corrigido. Por outro lado, ainda tem trilha fraca, personagens que não evoluíram e a dúvida se cortar tanto vai custar a alma da história.
Nota: cautelosamente positiva. Não é a revolução que prometeram, mas é um começo mais seguro do que o esperado.
Perguntas frequentes sobre o remake de Dragon Ball Super
O remake de Dragon Ball Super segue o mangá? Não exatamente. Ele mistura elementos do mangá e do anime antigo, adaptando o primeiro capítulo do mangá e condensando os dois primeiros episódios do anime original.
O que foi cortado no episódio 1 do remake? Cenas como Goten e Trunks passeando, a ida à casa da Videl e a viagem do Vegeta com a família ao Havaí.
A luta mental do Goku está no anime antigo? Não. A luta mental contra Freeza, Cell e Majin Buu existe no mangá, mas não estava no anime original. No remake, ela foi recriada com coreografia própria.
Vale a pena assistir ao remake se eu já vi o Super? Depende. Se você espera novidades em tudo, pode sentir repetição. Se quer uma versão com visual melhor e ritmo mais direto, vale conferir.
E você, o que achou?
Valeu a pena refazer Dragon Ball Super? Qual cena você mais quer ver no remake? Conta nos comentários.
Se curtiu a análise, acompanhe o FREEK ANIMES para as próximas críticas de cada episódio.







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